Escapadinha · Luxemburgo
Luxemburgo: o país onde os transportes são gratuitos (e como aproveitar a partir do Mosela)

É um dos países mais ricos do mundo. Uma capital empoleirada em falésias, fortalezas escavadas na rocha, instituições europeias, museus assinados pelos maiores arquitetos. E, no entanto, andar por lá não custa… nada.
Desde 1 de março de 2020, o Luxemburgo é o primeiro país do mundo a ter tornado todos os transportes públicos gratuitos: autocarro, elétrico e comboio (exceto a primeira classe). E a partir do norte do Mosela, a capital fica a meia hora.
Muitos portugueses conhecem o Luxemburgo de nome, de família ou de trabalho. Mas a cidade em si, com as suas muralhas e os seus vales verdes, surpreende quase sempre quem a visita pela primeira vez. Aqui fica o nosso guia prático para aproveitar ao máximo, sem gastar demais.
O que visitar na cidade do Luxemburgo
As casamatas do Bock
Tudo começa aqui. Em 963, o conde Sigefroi mandou construir um castelo neste rochedo: é a certidão de nascimento da cidade. A partir de 1745, escavou-se na rocha um labirinto de galerias defensivas, as casamatas. O conjunto é Património Mundial da UNESCO desde 1994.
Andar por estes túneis, espreitar pelas aberturas e ver o vale lá em baixo é o tipo de experiência que fica na memória. Informações práticas. A entrada é paga; preços e horários no site oficial.
O Mudam
O museu de arte moderna Grand-Duc Jean, desenhado pelo arquiteto I. M. Pei (o da pirâmide do Louvre), abriu em 2006 no local do antigo forte Thüngen. Mesmo que não seja fã de arte contemporânea, o edifício por si só vale a visita: luz, vidro e pedra num diálogo muito bonito.
A cidade velha e o Grund
Descer da cidade alta até ao bairro do Grund, junto ao rio Alzette, é mudar de época em poucos minutos. Apanhe o elevador ou vá pelas escadas, e levante os olhos para as muralhas. É aqui que se tiram as fotografias mais bonitas da cidade.
Um dia no Luxemburgo: o roteiro
- Manhã: casamatas do Bock, para perceber a história da cidade.
- Final da manhã: passeio pela cidade velha.
- Início da tarde: descida ao Grund, à beira do Alzette.
- Fim da tarde: o Mudam ou o bairro europeu de Kirchberg.
Tudo isto pode ser feito de autocarro, elétrico ou a pé, sem gastar um cêntimo em transportes dentro do país.
O manual inteligente a partir do Mosela
- Evite as horas de ponta. Mais de 126 000 residentes em França trabalham no Luxemburgo: de manhã e ao fim do dia, as estradas para a capital ficam muito congestionadas. Saia depois das 9 h 30 e regresse antes das 16 h ou depois das 19 h.
- Estacione na periferia, num parque park-and-ride (P+R), e continue de autocarro, elétrico ou comboio: dentro do país é gratuito.
- O comboio a partir de França: a parte francesa do trajeto continua a ser paga, a gratuitidade só começa no Luxemburgo.
Se está na região a trabalhar, isto faz toda a diferença: um domingo no Luxemburgo pode custar apenas o combustível até ao parque de estacionamento.
Os erros a evitar
- Ir de carro até ao centro: perde tempo no trânsito e a procurar lugar, quando os transportes são gratuitos a partir do P+R.
- Sair à hora de ponta: entre os trabalhadores fronteiriços da manhã e do fim do dia, meia hora pode transformar-se em muito mais.
- Ficar só pela cidade alta: sem descer ao Grund, perde a vista mais bonita sobre as muralhas.
- Achar que o comboio é gratuito desde França: só a parte luxemburguesa do trajeto é grátis.
- Dormir no Luxemburgo: paga caro por menos espaço, quando o lado francês fica a meia hora.
Porquê dormir do lado francês?
O Luxemburgo tem um segredo menos agradável: o alojamento está entre os mais caros da Europa. O imobiliário na cidade atinge valores altíssimos, e os hotéis seguem a mesma tendência.
Do lado francês, a meia hora, dorme-se com mais espaço por muito menos, e ainda se aproveita tudo o que o Mosela tem para oferecer: o alto-forno U4, a Linha Maginot, Rodemack, Schengen. É a melhor das duas escolhas: capital europeia de dia, calma e espaço à noite.
→ A ver também: os 15 sítios a visitar perto de Thionville, o roteiro das três fronteiras e a Linha Maginot.
Os nossos apartamentos, à porta do Luxemburgo
- Em Hettange-Grande, os nossos três apartamentos grandes ficam a poucos minutos da fronteira. Para um grupo de amigos ou uma família que quer conhecer o Luxemburgo, é o melhor equilíbrio entre preço e distância.
- Em Hayange, os nossos sete apartamentos, do estúdio ao apartamento grande para 8 pessoas, ficam a cerca de 30 a 35 minutos da capital.
Todos têm camas separadas, cozinha equipada, Wi-Fi e entrada autónoma: chega à hora que lhe der mais jeito. E ao reservar diretamente no nosso site, paga menos do que nas plataformas.
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Perguntas frequentes
Os transportes são mesmo gratuitos no Luxemburgo?
Sim, desde 1 de março de 2020: autocarro, elétrico e comboio são gratuitos em todo o país, exceto a primeira classe do comboio.
Quanto tempo demora de Thionville ao Luxemburgo?
Cerca de meia hora fora das horas de ponta. Nas horas dos trabalhadores fronteiriços, o trajeto pode demorar bastante mais.
O que ver no Luxemburgo num dia?
As casamatas do Bock, a cidade velha e o Grund, e depois o Mudam ou o bairro europeu de Kirchberg.
O comboio de França para o Luxemburgo é gratuito?
Não totalmente: a parte francesa do trajeto é paga. A gratuitidade começa quando entra no Luxemburgo.
Onde estacionar para visitar a capital?
Num parque park-and-ride (P+R) na periferia, continuando depois de transporte público gratuito.
